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A qualidade de vida significa a diferença entre o que
é desejado na vida do indivíduo e o que é
alcançável ou não...”
Visão de um Familiar (mãe)
A Fibrose Cística como toda a doença crônica
leva o paciente e família a uma reestruturação
de todo um contexto de vida.
Conviver com a doença crônica progressiva, nos
induz a ultrapassar certos estágios de aceitação
e enfrentamento, que vão surgindo com o tempo, e que
podem tornar-se inclusive decisivos no estado clínico
e psicológico do paciente.
O primeiro estágio está no diagnóstico
é o momento onde a doença é apresentada
com uma bagagem de orientações que poderão
ocasionar negações, culpas, e muitos questionamentos.
Um bom suporte de apoio nessa fase é essencial à
família, para que se recupere das dificuldades de aceitação,
e assimile a importância do tratamento continuo, e da
responsabilidade de todos perante o mesmo.
Outro estágio está exatamente na busca de conhecimento,
momento em que geralmente a família procura compreender
o que é a doença, e o que se passa com o metabolismo
do individuo que a possui, esse é o momento de comparar
sintomas vividos, com as descrições cientificas,
encontradas em literaturas e nas explicações
medicas sobre a mesma.
Os significados vão sendo compartilhados entre pais,
pacientes e profissionais, e assim, os desafios vão
sendo conquistados na medida em que vão surgindo. Importante
é perceber quando esses problemas surgem, e juntamente
com a equipe médica buscar a melhor maneira de amenizar
as diversas situações.
As internações e consultas freqüentes,
também muitas vezes podem gerar conflitos internos
e familiares, mas que geralmente são assimilados como
necessários para o acompanhamento e bem estar do paciente.
Uma curiosidade oportuna, é que quanto maior a interação
e envolvimento da família ao tratamento, maior será
a própria aceitação do paciente.. Importante
é estimular desde cedo, a busca de planos e objetivos
de vida, de satisfação pessoal, como a escola,
que deverá ser vivida normalmente, assim como mais
adiante a carreira profissional.
E quando a família passa a identificar-se no plural,
evidentemente que mais um estágio foi alcançado,
e com ele o amadurecimento e a consciência da doença
e importância do tratamento.
Esses estágios podem ser duradouros, ou momentâneos,
porque a medicina mostra a realidade do tratamento e a compreensão
da doença, mas o viver na doença é uma
construção de cada individuo, de cada lar, é
como se cada dia se reaprendesse a viver, onde cada um constrói
em cima de uma mesma realidade, mundos diferentes de sentir,
e de ser feliz.
Essencial é não entender a Fibrose Cística
como um obstáculo ,mas como um futuro a ser conquistado.
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